Em verdade vos digo.

Janeiro 31, 2008

Queria que Gandhi estivesse aqui.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 3:30 pm

Novamente, ‘os restos’ de Mahatma, grande alma, Gandhi foram entregues ao mar, assim como uma outra parte de suas cinzas, que caio no Ganges, como foi desejado. Seu último pedido, antes da morte, foi para que não punissem seu assassino, um extremista Hindu, no entanto, infelizmente, isso não ocorreu.
Gandhi marca um período histórico conturbado, pós segunda guerra, com a descolonização de vários países asiáticos e africanos.
Inicialmente sua luta foi na África do Sul, onde lutou contra a segregação racial, que era imposta, além de culturalmente, por meio de passes. Uma passagem marcante em sua vida, até ai, foi a de queimar tais passes sendo enxotado com pontapés e murros, assim inicia-se sua saga de pacifista.
Voltando à Índia, já formado em direito, começa sua saga em busca da igualdade entre os homens. Durante sua vida, fez 8 greves de fome, auxiliando, assim, na independência da Índia, fim do monopólio do sal e a paz entre muçulmanos e hindus, que causou seu assassinato.
A não violência causou um grande impacto na sociedade, causa até hoje. Gandhi tentou formar vilas, onde o trabalho era distribuído por igual, entre homens e mulheres, que foram um grande sucesso, gerando igualdade em um povo, religiosamente, desigual.

“Aquele homem bom, teceu a própria roupa com dignidade.
Defendeu os direitos do homem.”

Reatores

Talvez, nossa geração e, também, as vindouras, não acreditem que um homem assim existiu, um ser que apenas pelo boicote, derrubou impérios, não fazendo o que achava errado, derrubou crenças.
Quando a história virar lenda, espero que seja absorvida, pois, eu, comparo tal ser com um chamado Jesus.

Janeiro 30, 2008

Um rascunho de Deus.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 11:56 am

Um dos principais pilares da sociedade atual é a religião, apoiar-se em um ser inexistente para sanar seus problemas e dúvidas sobre si mesmo, torna a vida mais fácil e aceitável.
Em um mundo sem Deuses, os únicos meios de auxilio são pessoas, que como você, possuem defeitos e cometem erros. A facilidade está em apenas uma palavra, Deus, um ser unipotente, unipresente e uniciente, que pode responder suas perguntas e resolver seus problemas. No entanto para que sigamos nos trilhos das leis, do homem, devemos ter em mente que tudo que fazemos será julgado pelas leis divinas, assim seguimos com rédeas para nossa decomposição.

(Estava escrevendo um texto muito melhor, no entanto perdi ele todo, fiz um resumo, um rascunho, depois reedito e melhoro o mesmo, grato.)

Janeiro 29, 2008

Boicotemos.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 4:38 pm

Incrível como as pessoas ficam abismadas por homens comerem cachorros na China/Coréia, no entanto a mesma repugnância não acorre com a alimentação baseada em carne bovina, assim como é a do Brasileiro.
Tirando o fato de indústrias animais, que exploram o ser até o extremo, pois esse não possui escolha, excluindo, também, impactos ambientais a curto/médio/longo prazo, retirando, ainda, a exploração capitalista de um ser irracional. Pergunto-lhe: “Porque ama uns e come outros?”.

Janeiro 28, 2008

Um apelo.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 6:46 pm

Infelizmente, a maioria da população não busca o conhecimento, em nenhum meio de obtê-lo, a massificação e alienação fica a mercê de reality shows, jornais nacionais e novelas, aonde a realidade é límpida e bela. O pouco conhecimento é ‘expresso’ pela célebre frase, “A vida não é fácil”, que tornou-se tão clichê quanto “Eu voltarei!”.
As discussões não chegam a lugar nenhum, tomando um fim contraditório e sem conhecimento adquirido.
Um apelo, estude.

A pseudo-verdade.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 3:14 pm

A cultura expressa em sua forma de anti-cultura, muito bonito, uma contra-cultura urbana, criando seus pensadores, seus professores, enfim, seus intelectuais.
No entanto, essa, é usada, hoje em dia, por membros enraizados na cultura tradicional, como forma de humilhação aos que buscam algo, aos que não podem possuir dezenas de livros, mas mesmo assim, buscam o conhecimento.
É assim, o burguês toma as armas do proletário, as vira contra o próprio e faz com que a verdade seja que as armas eram originalmente deles.
“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”.

Janeiro 27, 2008

Statu quo.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 5:17 pm

Certa vez ouvi tal comentário: “As vezes a inteligência das pessoas tem o mesmo valor que um navio carregado de ouro no fundo do oceano.”.
Sua veracidade deve ser descartada por muitos, no entanto acredito que alguns, burgueses em sua maioria, acreditem em tal patifaria.
Quando se é apenas um ser em formação intelectual, sua vontade de aprender não existe, apenas há a obrigação de dirigir-se à escola, estudar para tirar notas, passar de ano e ao final, ganhar uma bicicleta, caso sua família possua condições(coisa que nunca aconteceu comigo). Um ensinamento simples e básico demonstra que o saber não é apenas isso, um(a) carrinho/boneca no fim do ano letivo, “A única coisa que não podem tirar de você é o conhecimento.”, para quem tem tudo perder o video-game não é problema, para quem não tem nada perder o conhecimento é muito.
A evolução da humanidade caminhou em tortuosos caminhos de tijolos do conhecimento, desde a invenção da pólvora, pelos Chineses, até a construção de um edifício à prova de furacões, em Taiwan, todos esses não tiveram, senão, o empenho do homem em cima do conhecimento, adquirido nos livros ou/e mesmo na vivência do, próprio, homem.
É verdade que muitos alcançam o ‘almejado’ sucesso sem muito esforço, no entanto, sabemos que vivemos em um mundo onde a mobilidade social é apenas uma ilusão, então, o status mantém-se hereditário até que uma nova ordem seja implementada.
Um novo sistema de vivência humana, apenas pode ser atingindo aliado a árdua busca do conhecimento, vide Marx, A. Smith, Maquiavel, todos estudantes das organizações sociais, além de outros fatores, como o econômico.
Para uma vida melhor, não há dúvidas, devemos basearmo-nos no conhecimento humano, caso contrário, a desigualdade manter-se-a até o fim da espécie.

Futebol não se aprende na escola.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 8:47 am

É por isso que o brasileiro é bom de bola.
O sistema de ensino brasileiro é fraco por si só, em seu núcleo, a baixa qualidade de ensino, forma milhares de semi-analfabetos, apenas para que o nosso IDH suba alguns míseros 0,002 pontos. Assim temos uma ‘grande vantagem’, empréstimos do Bird/FMI, obrigando-nos à implantação e solidificação das práticas neoliberais, excluindo ainda mais o estado da educação, aumentando, significativamente, sua defasagem.
Existem também “algumas” escolas particulares, que são empresas mascaradas em forma de instituições de ensino, no entanto a qualidade das mesmas é um pouco(muito pouco) maior do que as da instituições estatais. Para tal margem diferencial cobra-se caro, muito mais do que um salário mínimo, no entanto tal pagamento não cobre os defeitos da educação nacional.
Pagando ou não, sua formação será muito inferior a de um formando europeu.

Mas no futebol, vamos bem, obrigado! O esporte está atrelado aos traços culturais do brasileiro, que sente-se satisfeito em colocar os pés no chão e correr atrás de uma bola, mesmo de trapos. Em chão batido ou em um belo campo, o importante é o esporte. Tornando o país dependente de apenas uma coisa, que podemos nos considerar bons, nosso nome: País do futebol.

Janeiro 26, 2008

Ápice do mundo.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 1:29 am

Certa vez tal revolucionário disse, “Paz, Terra e Pão”, isso pode ter influenciado alguns jovens, as vezes essa influência serve de etileno para a juventude revolucionária, nunca imaginaríamos que o amadurecimento chegasse a tal ponto.

Duas músicas, criadas em plena “inspiração artística”, chamada ‘pé de pano’, representam o ‘amadurecimento’.

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Janeiro 25, 2008

Espera inacabável.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 1:03 pm

monótono
do Lat. monotonu Gr. monótonos

adj.,
que está sempre no mesmo tom;
falto de variedade;
uniforme;
enfadonho.

Fonte: http://www.priberam.pt/

As vezes acreditamos no, tal, ócio criativo, a verdade é que um dia sem ter absolutamente nada a se fazer torna-se chato, maçante e, geralmente, cansativo, não fisicamente, mas, sim, mentalmente.
A ócio aliado à espera torna tais dias intransponíveis, lentos e fatigantes espiritualmente.
A lista de convocados para a matrícula da Fuvest sai apenas dia 6, até lá a espera e ansiedade corroem-me lentamente, tornando-me chato e intragável.
Desejo que todos que esperam, assim como eu, tenham sucesso, que possamos usufruir dos últimos bens públicos ‘de boa qualidade’ que nos resta.

Quero ser popular.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 12:37 am

Como todas as pessoas legais do mundo, um dia já tive um blog, no entanto com o evoluir da tecnologia, tal ferramenta tornou-se antiquada e um antro de pseudo-intelectuais que utilizam tal meio pela sua alternatividade e, suposta, undergraundissidade ou, mesmo, um lugar de escritores ‘comunistas’, fascistas, nacionais-socialistas e por ai vai, que ‘não possuem’ os meios de comunicação abertos inteiramente. Sem tirar o mérito de alguns, muitos possuem muita credibilidade e conteúdo, que nos instiga à leitura, no entanto muitos são farinha do saco de mandioca, ou seja, apenas farinha.
No auge da minha pré-adolescência, para ser legal, criei um blog em “sociedade” com um amigo, postávamos bobeiras, fotos, vídeos, enfim, nada que satisfizesse as mentes mais ‘evoluídas’, para falar a verdade, nada que satisfizesse qualquer um, apenas recebíamos comentários de ‘amigos’, que como nós, queriam ser legais.
Hoje, minha ociosidade e meu ‘amadurecimento político’ fizeram com que a chama do “faça você mesmo” reavivasse dentro de mim, no entanto a leitura desses humildes escritos tonarão-se chatas, monótonas e, quase sempre, “pseudo-revoltosas com o ’sistema’”.
Espero que adquira leitores, não muitos, mas alguns. Tornar o que eu penso público e com uma platéia, torna os espetáculos mais satisfatórios para o palhaço que vos fala.

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