Em verdade vos digo.

Julho 26, 2008

A espada e o medo.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 1:35 am
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A formação de um Estado Nacional encontra-se enraizado em três pilares, organizados e expostos, por mim, em grau de importância e em ordem cronológica. Primeiramente faz-se necessária a violência, em seguida a política e, por fim, a ideologia, ou seja, se hoje vivemos em um país, estamos banhados de sangue e demagogia, o primeiro nossa e o segundo, e último, deles.
Para a consolidação de um Estado-Nação, ainda por cima, um Estado burguês a mão da violência estatal é enorme, muito maior do que seus outros membros. Uma nação é constituída de medo, como diria Drummond, “E fomos educados para o medo. / Cheiramos flores de medo. / Vestimos panos de medo.”. Dessa forma criam-se instituições opressoras, por si só, ou você acha que a polícia nos protege? Santo pensamento burguês que é instalado em nossas cabeças proletárias.
Assim é formada a máquina opressora do Estado, a elite bate para que nossa posição seja sempre a mesma, ou seja, submissão e alienação.
A mídia, desde sempre, tratou morte e matança policial como algo normal e que, para nossa segurança, deve acontecer, vide como o filme “Tropa de Elite” foi colocado em um pedestal, mesmo com um funda fascista. Em tal ato, torna-se clara a dominação burguesa através da violência , a mídia faz com que achemos totalmente aceitável a morte de um menino na favela, no entanto quando o menino que morre estava em um carro importado os olhos da imprensa mudam sua lente de visão, ou seja, dois pesos e duas medidas.
Como diria o excelentíssimo Figueiredo, “O Povo fede mais do que meus cavalos.”, ou algo parecido. Para a elite a morte do proletário é apenas a redução do número de mão-de-obra, entretanto quando o bebê do berço de ouro morre, pelas mãos dos próprios burgueses em sua política de repressão, a mobilização faz-se total, pela nossa mídia podre e elitista.
Então, viremos nossas preocupações aos nossos filhos, pois quando eles forem mortos não receberão nenhuma linha nos jornais.
Fique agora com o Rei Roberto Carlos.
Boa noite.

Julho 9, 2008

O ser individual.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 3:37 pm

O homem, que naturalmente é um ser social, transforma-se em algo individual e ‘precisamente’ cronológico, condizendo quase totalmente com a realidade em que vive, mesmo essa sendo, em si, contraditória. Dessa forma as relações tornam-se distorções esdrúxulas do que um dia já foram. Partindo dessa premissa podemos dar andamento ao nosso pensamento.
O capitalismo financeiro, em que vivemos, enaltece o consumo, como forma de apagarmos nossa condição de mercadoria e trazermos à tona o humano que jaz dentro de cada um de nós. Seres que possuem sentimentos e os expressam de milhares de formas possíveis, é necessário lembrar de nossa primeira colocação, o homem, antes de mais nada, é um ser social, assim conclui-se que tais sentimentos são correlações entre pessoas. Com o afastamento da rotulação de valor de troca, tornamo-nos valores de uso, para nossos bens. Para que haja a compra, é necessário um interessado, o produto só se completa quando alguém ‘necessita’ dele, assim ele cumpre sua função social. A inversão de valores ocorre nesse momento, quando eu não necessito mais do produto, mas ele necessita de mim para tornar-se um objeto social que cumpriu seu ciclo, assim notamos o quão as relações inter-humanas são postas em segundo plano.
Dessa forma as relações inter-pessoais ganham uma dimensão ínfima, algo superficial, na verdade são ‘apenas’ ligações econômicas e políticas, não que ‘fazer a vida’ não seja fazer política. Então, essas ultrapassam a linha larga entre a amizade e o interesse. Apenas conheço Fulano pois posso pedir algo em troca, Ciclano, pois ele deve-me um favor e assim por diante.
Como diria o “poeta”, a vida cotidiana é corrida, restando, dessa maneira, apenas nossas mercadorias para serem nossas amigas. Então corra, abrace sua geladeira, diga que a ama e que nunca mais esquecerá dela. Quem sabe o Faustão não te dê uns beijos do gordo.

Julho 8, 2008

É um dever.

Arquivado em: Tudo — monotonos @ 11:58 pm

Realmente eu gostaria de escrever mais, ando sem inspiração, ou talvez, apenas saturado de textos e pensamentos.
Tenho muitas coisas a ler, espero, mesmo, que voltando de viagem faça um bom texto.
Farei-o, um compromisso de mim comigo mesmo.

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