A formação de um Estado Nacional encontra-se enraizado em três pilares, organizados e expostos, por mim, em grau de importância e em ordem cronológica. Primeiramente faz-se necessária a violência, em seguida a política e, por fim, a ideologia, ou seja, se hoje vivemos em um país, estamos banhados de sangue e demagogia, o primeiro nossa e o segundo, e último, deles.
Para a consolidação de um Estado-Nação, ainda por cima, um Estado burguês a mão da violência estatal é enorme, muito maior do que seus outros membros. Uma nação é constituída de medo, como diria Drummond, “E fomos educados para o medo. / Cheiramos flores de medo. / Vestimos panos de medo.”. Dessa forma criam-se instituições opressoras, por si só, ou você acha que a polícia nos protege? Santo pensamento burguês que é instalado em nossas cabeças proletárias.
Assim é formada a máquina opressora do Estado, a elite bate para que nossa posição seja sempre a mesma, ou seja, submissão e alienação.
A mídia, desde sempre, tratou morte e matança policial como algo normal e que, para nossa segurança, deve acontecer, vide como o filme “Tropa de Elite” foi colocado em um pedestal, mesmo com um funda fascista. Em tal ato, torna-se clara a dominação burguesa através da violência , a mídia faz com que achemos totalmente aceitável a morte de um menino na favela, no entanto quando o menino que morre estava em um carro importado os olhos da imprensa mudam sua lente de visão, ou seja, dois pesos e duas medidas.
Como diria o excelentíssimo Figueiredo, “O Povo fede mais do que meus cavalos.”, ou algo parecido. Para a elite a morte do proletário é apenas a redução do número de mão-de-obra, entretanto quando o bebê do berço de ouro morre, pelas mãos dos próprios burgueses em sua política de repressão, a mobilização faz-se total, pela nossa mídia podre e elitista.
Então, viremos nossas preocupações aos nossos filhos, pois quando eles forem mortos não receberão nenhuma linha nos jornais.
Fique agora com o Rei Roberto Carlos.
Boa noite.
Julho 26, 2008
A espada e o medo.
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