As vezes a vida não nos ajuda em muita coisa, nascemos feios, pobres, burros, sem pais e país.
No entanto, as vezes ela nos prega algumas surpresas, que mesmo que esperada são grandes surpresas.
A alegria toma conta de mim, sem forma de sair, então continuo sereno, pacato e ‘calmo’.
Fevereiro 6, 2008
Uma estória.
Fevereiro 4, 2008
Consumir, consumir e lamentar.
Um mundo materialista, conseqüentemente, necessita de viventes consumistas, que provam que os são a cada dia, gerando pilhas e montes de lixo, que não possuem destino certo, no entanto não é isso que será discutido. As empresas, produtoras de bens-duráveis e não duráveis, executam sua função de marketing muito bem, tornando seu produto sempre o melhor, no entanto, logo tornará-se obsoleto em poucos dias, assim roda a grande máquina do capitalismo.
Com compras desenfreadas e créditos, cravados em juros exorbitantes, a humanidade afoga-se em sua super produção e super consumo, que atenua a disparidade social.
Tomamos como exemplos os aparelhos celulares, os mais belos e melhores de hoje, possuem preços extraordinários, gigantescos, no entanto temos a opção de vários planos, enfim, todos muito lucrativos para as operadoras de telefonia celular. Em pouco tempo, menos de um mês, tal aparelho, já encontra-se defasado, com preços mais baixos e com um substituto, que fará “a cabeça da garotada” por meros meses, no máximo três. Celulares não são apenas aparelhos de comunicação, tornaram-se barbeadores, máquinas de café e mais várias afinidades, que tornam o ‘falar’ obsoleto.
Vejamos também componentes de computadores, cada dia precisamos de mais hardwares para rodarmos os softwares mais simples, assim, entramos no mecanismo, para podermos desfrutar da tecnologia ‘atual’.
Em países desenvolvidos, televisões, e aparelhos eletroeletrônicos em geral, são descartáveis, pois sua produção é baseada em super exploração da mão-de-obra, assim países de ‘primeiro mundo’, alimentam-se baseando suas economias em nossos braços, essa, infelizmente, é a nova DIT, Divisão Internacional do Trabalho.
Assim trabalhamos, sofremos, para comprar um pequeno aparelho celular, que tornar-se-a obsoleto em semanas, ao fim nem saberemos para que tal instrumento serve.
Vamos tomar um sorvete?
Fevereiro 2, 2008
A longa espera.
As vezes tomamos como verdade única a paternidade como concepção da vida, no entanto, essa relação torna-se estritamente emocional, e nada, ou quase, biológica.
Todo o crescimento de um ser, baseia-se em outros, principalmente em seu pai, que torna-se seu herói, desde sua infância. Ele lhe ensina a nadar, a jogar bola, a não temer, enfim, tudo reservado ao seu ‘educador’. No entanto, com do desenvolvimento intelectual do educado, as facetas caem, e o herói, torna-se apenas uma pessoa normal, amada, porém absolutamente normal.
Mesmo em sua normalidade, a saudades não esguia-se, ela sempre vem, cada vez mais intensa. Recordações voltam a todo momento, “aquela vez que fomos na cachoeira”, “aquela vez que pescamos”, “aquela vez que acampamos”… Tanto faz, são todas as vezes que fizemos algo juntos, que não voltarão, apenas serão recordados, as vezes com intensidade, as vezes em pontos minguados em meio os dias.
A esperança ainda existe, pois já dizia o poeta, ela é a última que morre, no entanto a verdade é, que agora a criança tornou-se homem, e a felicidade e infância perdida não voltarão mais, infelizmente. Ambos, esperam que os momentos bons seja, repetidos ou/e, apenas, vividos, pois são esses que tornam o dia satisfatório, mesmo que para isso a espera dure anos.
Janeiro 31, 2008
Queria que Gandhi estivesse aqui.
Novamente, ‘os restos’ de Mahatma, grande alma, Gandhi foram entregues ao mar, assim como uma outra parte de suas cinzas, que caio no Ganges, como foi desejado. Seu último pedido, antes da morte, foi para que não punissem seu assassino, um extremista Hindu, no entanto, infelizmente, isso não ocorreu.
Gandhi marca um período histórico conturbado, pós segunda guerra, com a descolonização de vários países asiáticos e africanos.
Inicialmente sua luta foi na África do Sul, onde lutou contra a segregação racial, que era imposta, além de culturalmente, por meio de passes. Uma passagem marcante em sua vida, até ai, foi a de queimar tais passes sendo enxotado com pontapés e murros, assim inicia-se sua saga de pacifista.
Voltando à Índia, já formado em direito, começa sua saga em busca da igualdade entre os homens. Durante sua vida, fez 8 greves de fome, auxiliando, assim, na independência da Índia, fim do monopólio do sal e a paz entre muçulmanos e hindus, que causou seu assassinato.
A não violência causou um grande impacto na sociedade, causa até hoje. Gandhi tentou formar vilas, onde o trabalho era distribuído por igual, entre homens e mulheres, que foram um grande sucesso, gerando igualdade em um povo, religiosamente, desigual.
“Aquele homem bom, teceu a própria roupa com dignidade.
Defendeu os direitos do homem.”
Reatores
Talvez, nossa geração e, também, as vindouras, não acreditem que um homem assim existiu, um ser que apenas pelo boicote, derrubou impérios, não fazendo o que achava errado, derrubou crenças.
Quando a história virar lenda, espero que seja absorvida, pois, eu, comparo tal ser com um chamado Jesus.
Janeiro 30, 2008
Um rascunho de Deus.
Um dos principais pilares da sociedade atual é a religião, apoiar-se em um ser inexistente para sanar seus problemas e dúvidas sobre si mesmo, torna a vida mais fácil e aceitável.
Em um mundo sem Deuses, os únicos meios de auxilio são pessoas, que como você, possuem defeitos e cometem erros. A facilidade está em apenas uma palavra, Deus, um ser unipotente, unipresente e uniciente, que pode responder suas perguntas e resolver seus problemas. No entanto para que sigamos nos trilhos das leis, do homem, devemos ter em mente que tudo que fazemos será julgado pelas leis divinas, assim seguimos com rédeas para nossa decomposição.
(Estava escrevendo um texto muito melhor, no entanto perdi ele todo, fiz um resumo, um rascunho, depois reedito e melhoro o mesmo, grato.)
Janeiro 29, 2008
Boicotemos.
Incrível como as pessoas ficam abismadas por homens comerem cachorros na China/Coréia, no entanto a mesma repugnância não acorre com a alimentação baseada em carne bovina, assim como é a do Brasileiro.
Tirando o fato de indústrias animais, que exploram o ser até o extremo, pois esse não possui escolha, excluindo, também, impactos ambientais a curto/médio/longo prazo, retirando, ainda, a exploração capitalista de um ser irracional. Pergunto-lhe: “Porque ama uns e come outros?”.
Janeiro 28, 2008
Um apelo.
Infelizmente, a maioria da população não busca o conhecimento, em nenhum meio de obtê-lo, a massificação e alienação fica a mercê de reality shows, jornais nacionais e novelas, aonde a realidade é límpida e bela. O pouco conhecimento é ‘expresso’ pela célebre frase, “A vida não é fácil”, que tornou-se tão clichê quanto “Eu voltarei!”.
As discussões não chegam a lugar nenhum, tomando um fim contraditório e sem conhecimento adquirido.
Um apelo, estude.
A pseudo-verdade.
A cultura expressa em sua forma de anti-cultura, muito bonito, uma contra-cultura urbana, criando seus pensadores, seus professores, enfim, seus intelectuais.
No entanto, essa, é usada, hoje em dia, por membros enraizados na cultura tradicional, como forma de humilhação aos que buscam algo, aos que não podem possuir dezenas de livros, mas mesmo assim, buscam o conhecimento.
É assim, o burguês toma as armas do proletário, as vira contra o próprio e faz com que a verdade seja que as armas eram originalmente deles.
“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”.
Janeiro 27, 2008
Statu quo.
Certa vez ouvi tal comentário: “As vezes a inteligência das pessoas tem o mesmo valor que um navio carregado de ouro no fundo do oceano.”.
Sua veracidade deve ser descartada por muitos, no entanto acredito que alguns, burgueses em sua maioria, acreditem em tal patifaria.
Quando se é apenas um ser em formação intelectual, sua vontade de aprender não existe, apenas há a obrigação de dirigir-se à escola, estudar para tirar notas, passar de ano e ao final, ganhar uma bicicleta, caso sua família possua condições(coisa que nunca aconteceu comigo). Um ensinamento simples e básico demonstra que o saber não é apenas isso, um(a) carrinho/boneca no fim do ano letivo, “A única coisa que não podem tirar de você é o conhecimento.”, para quem tem tudo perder o video-game não é problema, para quem não tem nada perder o conhecimento é muito.
A evolução da humanidade caminhou em tortuosos caminhos de tijolos do conhecimento, desde a invenção da pólvora, pelos Chineses, até a construção de um edifício à prova de furacões, em Taiwan, todos esses não tiveram, senão, o empenho do homem em cima do conhecimento, adquirido nos livros ou/e mesmo na vivência do, próprio, homem.
É verdade que muitos alcançam o ‘almejado’ sucesso sem muito esforço, no entanto, sabemos que vivemos em um mundo onde a mobilidade social é apenas uma ilusão, então, o status mantém-se hereditário até que uma nova ordem seja implementada.
Um novo sistema de vivência humana, apenas pode ser atingindo aliado a árdua busca do conhecimento, vide Marx, A. Smith, Maquiavel, todos estudantes das organizações sociais, além de outros fatores, como o econômico.
Para uma vida melhor, não há dúvidas, devemos basearmo-nos no conhecimento humano, caso contrário, a desigualdade manter-se-a até o fim da espécie.
Futebol não se aprende na escola.
É por isso que o brasileiro é bom de bola.
O sistema de ensino brasileiro é fraco por si só, em seu núcleo, a baixa qualidade de ensino, forma milhares de semi-analfabetos, apenas para que o nosso IDH suba alguns míseros 0,002 pontos. Assim temos uma ‘grande vantagem’, empréstimos do Bird/FMI, obrigando-nos à implantação e solidificação das práticas neoliberais, excluindo ainda mais o estado da educação, aumentando, significativamente, sua defasagem.
Existem também “algumas” escolas particulares, que são empresas mascaradas em forma de instituições de ensino, no entanto a qualidade das mesmas é um pouco(muito pouco) maior do que as da instituições estatais. Para tal margem diferencial cobra-se caro, muito mais do que um salário mínimo, no entanto tal pagamento não cobre os defeitos da educação nacional.
Pagando ou não, sua formação será muito inferior a de um formando europeu.
Mas no futebol, vamos bem, obrigado! O esporte está atrelado aos traços culturais do brasileiro, que sente-se satisfeito em colocar os pés no chão e correr atrás de uma bola, mesmo de trapos. Em chão batido ou em um belo campo, o importante é o esporte. Tornando o país dependente de apenas uma coisa, que podemos nos considerar bons, nosso nome: País do futebol.